18 novembro 2015

Câmara de Vereadores de Natal considera Marcos do PSOL culpado por ‘mensalinho’

Com 15 votos a favor, sete contrários e uma abstenção, parlamentares decidiram por censura pública ao edil


A Câmara Municipal de Natal decidiu, na sessão plenária desta quarta-feira (18), que o vereador Marcos Antônio (PSOL) é culpado pela prática do Mensalinho, como apontou a Comissão de Ética da Câmara. A Casa rejeitou o pedido de arquivamento do caso, feito pelo vereador, e aprovou a interpretação do relatório, que apontou responsabilidade do parlamentar pelo caso por omissão e negligência.

No entanto, com 15 votos a favor, sete contrários e uma abstenção, os parlamentares decidiram reduzir a punição prevista no relatório do vereador Joanilson de Paula Rego (PSDC). Em vez da punição de 15 dias, a Casa optou por censura pública como punição.

Sessão durou pouco mais de quatro horas no plenário da Casa Legislativa. Três propostas para finalizar o julgamento do Mensalinho de Marcos do PSOL foram colocadas em pauta. A absolvição e a suspensão, protocoladas respectivamente por Amanda Gurgel (PSTU) e Joanilson Rêgo (PSDC) foram descartadas.

Por entenderem que o edil era culpado, os vereadores decidiram pela censura pública em função da omissão e negligência diante do fato, denunciado pelo portalnoar.com e reconhecido pelo relatório apresentado pela Comissão de Ética da Casa.

Com a punição, Marcos Antônio será obrigado a emitir uma nota pública de retratação, devido à prática de “mensalinho” operada por um dos seus assessores.O presidente da Câmara, vereador Franklin Capistrano (PSB), disse que a Câmara cumpriu o seu papel. “O vereador Marcos foi considerado culpado. Nós optamos pela punição que consideramos mais adequada”, declarou.

Relatório

O texto da investigação elaborado pela Comissão de Ética da Casa, entregue a todos os parlamentares ontem, apontava várias contradições na defesa de Marcos e constatava que o funcionário Reginaldo Alves recolheu “mensalinho” dos demais comissionados, como mostrou vídeo que provocou o processo na comissão da Casa.

Além disso, verificou que o dinheiro não tinha qualquer destinação partidária. Marcos Antônio teve um assessor do seu gabinete flagrado em vídeo cobrando “mensalinho” aos demais funcionários do vereador.

Segundo Marcos, é uma prática comum e voluntária no partido, o qual não aceita financiamento privado das suas atividade. Apesar de dizer que não tinha conhecimento da ação, o vereador foi considerado negligente e omisso pela Comissão de Ética, que sugeriu a suspensão.

Lambança

A votação foi uma verdadeira lambança. Inicialmente, os vereadores decidiram rejeitar o pedido de arquivamento. Na segunda votação, eles optaram por aprovar o relatório da Comissão de Ética, que previa a punição de 15 dias de suspensão do vereador. Em seguida, mudaram a punição do relatório aprovado anteriormente, de suspensão para censura pública.

Fonte: portalnoar.com

0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário