04 março 2016

[AGRESSÃO] Marconi Barreto comete "retrocesso da razão humana em um ato de lamentável selvageria"

Em um ato de Desagravo ao advogado Hugo Oliveira, que foi AGREDIDO pelo pré candidato preferido do prefeito Peixoto para sucedê-lo, MARCONI BARRETO, a OAB se posicionou duramente sobre o que classificou como "CORONELISMO" e "retrocesso da razão humana, pautado pelo uso da força e coação moral". Ainda durante o ato, a conduta destemperada de MARCONI BARRETO foi mencionada como um "ato nefasto e de lamentável selvageria".


"Não podemos aceitar agressão e intimidação a advogado no exercício profissional. Estamos realizando este Ato de Desagravo hoje porque a empresa que agrediu o advogado está em audiência neste momento aqui na Vara do Trabalho em Ceará-Mirim", registrou a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte, no início do desagravo ao advogado Hugo Oliveira.

Na presença de conselheiros, advogados e servidores da justiça, Hugo Oliveira relatou que teve violadas prerrogativas, em janeiro de 2015, quando estava acompanhado do seu cliente, aguardando a audiência aprazada. Na ocasião, foi abordado pelo senhor Marconi Antônio Praxedes Barreto, integrante da outra parte, que tentou intimidá-lo no exercício da profissão com agressões verbais e físicas. “Na sociedade atual, não se admite mais o coronelismo. Temos que defender nossas prerrogativas e nesse contexto é de suma importância o papel que a OAB vem desenvolvendo, enaltecendo a figura do advogado perante sociedade na defesa da advocacia”, disse.


Em seguia, o conselheiro Franklin Eduardo da Câmara Santos leu nota de desagravo. “Não é admissível nos tempos modernos vivenciarmos um retrocesso da razão humana, pautado pelo uso da força e coação moral, de modo que a conduta do ofensor, sem qualquer dúvida, afigura-se ato nefasto e de lamentável selvageria, exigindo repúdio público e categórico”.

Para finalizar, o presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas, Deywsson Gurgel, ressaltou que advogado respeitado significa ter um direito efetivo. “Ao advogado é dado a missão de trazer a verdade e defender seu cliente. Tem que ser tratado com respeito porque  é um defensor da democracia na busca do direito efetivo”.

As prerrogativas dos advogados estão previstas pela lei n° 8.906/94 em seus artigos 6º e 7º. A lei garante a esse profissional o direito de exercer a defesa plena de seus clientes, com independência e autonomia, sem temor do magistrado, do representante do Ministério Público ou de qualquer autoridade que possa tentar constrangê-lo ou diminuir o seu papel enquanto defensor das liberdades.


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