13 abril 2016

Partido de Zé Agripino, o senador rabo de palha, foi o maior favorecido no esquema de Gim Argello

O maior beneficiário do esquema de propinas de Gim Argello foi o DEM,
do senador rabo de palha, José Agripino Maia, com R$ 1,7 milhão

Preso na nova fase da Lava Jato,o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) foi acusado pelo dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, de ter atuado para enterrar uma CPI criada pelo Congresso para investigar a Petrobras no ano passado.

Argello era vice-presidente da comissão, que aconteceu em 2014, e teria cobrado, em troca, pagamentos indevidos travestidos de doações eleitorais oficiais em favor de partidos de sua base de sustentação.

A UTC repassou R$ 5 milhões a quatro partidos a pedido dele.
O maior beneficiário foi o DEM, de José Agripino Maia, com R$ 1,7 milhão, mais R$ 1 milhão ao PR, R$ 1,15 milhão ao PMN e R$ 1,15 milhão ao PRTB. 

O falecido tucano Sérgio Guerra também teria cobrado, em 2009, R$ 10 milhões para vender proteção, segundo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, também delator da Lava Jato.

Em coletiva de imprensa nesta terça, porém, os procuradores disseram que em decorrência da morte do tucano, a apuração envolvendo o PSDB foi prejudicada, mas ressaltaram que a corrupção não é partidária no Brasil. Segundo o procurador Carlos Fernando Lima, o sistema político brasileiro está "apodrecido".

Gim Argello foi alvo da 28ª fase operação, que cumpriu hoje 21 mandados judiciais em Brasília, no Rio de Janeiro, em Taguatinga (DF) e São Paulo. A atual fase, denominada Vitória de Pirro, tem o objetivo de apurar as irregularidades na CPI do Senado e na CPMI que investigaram irregularidades na Petrobras em 2014.

Leia mais na reportagem da Reuters: 

Sistema político partidário no país está "apodrecido", diz procurador da Lava Jato 

(Reuters) - O procurador da força-tarefa da operação Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou nesta terça-feira que o sistema político partidário do país está "apodrecido" e que a corrupção está espalhada por diferentes partidos, tanto da base governista como da oposição.

Segundo Lima, a nova fase da Lava Jato deflagrada nesta terça, que resultou na prisão do ex-senador Gim Argello (PTB-DF) por suspeita de tentar obstruir as investigações de CPIs da Petrobras no Congresso, mostra que a corrupção não é partidária e sim decorrente do sistema político.

Argello foi preso nesta manhã pela Polícia Federal por suspeita de que atuou para evitar a convocação de executivos de empreiteiras envolvidos no esquema de corrupção da Lava Jato para prestar depoimento a CPIs no Congresso, em troca de pagamentos a partidos políticos. 

Por Pedro Fonseca - 247 RJ

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