02 julho 2016

Eduardo Cunha recebia 80% da propina em esquema na Caixa, diz delator

Deputado foi citado em delação premiada pelo aliado Fábio Cleto, ex-diretor no banco.

O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teria recebido 80% em propina no esquema para a liberação de recursos  do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômico Federal, de acordo com Fábio Cleto, ex-vice-presidente do banco, em delação premiada ao Ministério Público Federal (MPF).

No documento enviado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual pediu a prisão do doleiro Lúcio Funaro, detido nesta sexta-feira (1º), há os detalhes relatados por Cleto.

Segundo o ex-dirigente da Caixa, Cunha ficava com 80% da propina de contratos com recursos do FI-FGTS, Funaro ficava com 12% e Cleto, com 4%.

Na delação, Cleto, que pertencia à cota de Cunha e do PMDB na ocupação de cargos no governo e foi exonerado em dezembro do ano passado pela presidente afastada Dilma Rousseff, afirmou que a propina paga representava 1% do calor dos contratos.

Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, Eduardo Cunha negou as irregularidades e afirmou que desconhece a delação de Cleto. Há algumas semanas já havia a especulação de que Eduardo Cunha, por ser aliado de Cleto, seria um dos principais alvos da delação premiada do ex-executivo da Caixa.

Jornal do Brasil
 
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