29 outubro 2016

Na luta contra o desmonte da educação, estudantes da rede estadual ocupam mais uma escola


Mais uma escola estadual do RN foi ocupada por estudantes que estão lutando contra o desmonte da educação pública. Desde terça-feira (25) à noite um grupo de estudantes da Escola Floriano Cavalcanti (Floca), localizada no Mirassol, em Natal, está nas dependências do prédio.

Os estudantes são contrários à PEC 241, que congelará os investimentos em saúde e educação por 20 anos, e também lutam contra a reforma do ensino médio, que poderá retirar a obrigatoriedade de disciplinas como História, Filosofia e Sociologia.

De acordo com Maria Clara, estudante do 2° ano e uma das líderes do movimento, os estudantes também são contra o projeto Escola Sem Partido, popularmente conhecido como Lei da Mordaça, que prevê a proibição do debate político nas escolas do país e até a prisão de professores em caso de descumprimento.

SINTE/RN ESTÁ LUTANDO AO LADO DOS ESTUDANTES

Diretores do SINTE/RN estiveram na escola na manhã dessa quinta-feira (27) e conversaram com os alunos. A diretora de organização do SINTE, professora Simonete Almeida, exaltou a importância do movimento e esclareceu que o Sindicato está dando todo o apoio ao movimento, inclusive logístico.

ESTUDANTES TAMBÉM LUTAM POR MELHORIAS NA ESTRUTURA ESCOLAR

A estudante Maria Clara conta que a ocupação também visa denunciar a situação precária da estrutura da escola. A ideia é conseguir que a quadra e todo o prédio passe por uma ampla reforma, para evitar inclusive que chegue ao ponto de ser interditada, conforme ocorreu com o Augusto Severo.

Maria Clara denuncia ainda que o quadro dos professores do Floca está incompleto. Por exemplo, os alunos estão sem aulas de Sociologia, pois a professora encontra-se de licença maternidade e a SEEC não enviou um profissional para substitui-la. Ela também desabafou que durante as aulas não há merenda para todos e os alunos têm que disputar a comida oferecida pelas merendeiras.

Joelson Rodrigues, que também é aluno do 2° ano e líder da ocupação, exaltou a importância e pacificidade do movimento. Ele disse que, ao contrário do que vem sendo exposto na grande mídia, as ocupações não são centros de baderna, pois têm um propósito maior, que é a defesa da educação.

Já a professora Ângela de Santo, que leciona no turno matutino, lembrou que as ocupações Brasil afora fazem parte um movimento em prol da manutenção de direitos mínimos de professores e alunos, bem como de toda a população.
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