01 outubro 2016

Na reta final, 2º e 3º colocados se juntam para tentar vencer o preferido pelo eleitorado da cidade

Cientista político, Daniel Menezes, analisa estratégias de grupos políticos que desejam se manter no poder a qualquer preço.



No site, O Potiguar, Daniel avalia situações onde candidatos que ocupam a 2ª e 3ª posições, procuram se unir para vencer quem está consolidado na referência do eleitorado e usa as eleições de Ceará-Mirim como exemplo clássico.

Leia a matéria publicada por Daniel Menezes neste sábado (01):

"A estratégia tem ocorrido em algumas cidades do Rio Grande do Norte.

A atividade acontece assim - preocupados com a vitória do primeiro colocado, os candidatos na segunda, terceira e, às vezes, na quarta posição se juntam com o intuito de derrotar o preferido pelo eleitorado do município.


Exemplo - em Ceará-Mirim, Marconi Barreto e Renato Martins fizeram um acordo em prol do nome de Renato Martins porque não querem que Júlio vença.

Como Marconi Barreto está em queda, ele mantém sua postulação, só que na forma de corpo mole, para apoiar informalmente Renato Martins. Trata-se da reunião do grupo do prefeito Peixoto.

A ação está na boca do eleitor de Ceará-Mirim e de sua respectiva imprensa. As críticas ao grande acordo também.

Na prática, assim como em Ceará-Mirim, o eleitor inteligente não tem se deixado enganar nas terras de Poti. E o subterfúgio não tem gerado o efeito esperado, conforme a rodada de pesquisas veiculadas em todo o RN.

Com isso, o desespero toma conta daqueles que tentam de todas as formas reverter a situação consolidada."


Daniel Menezes é Cientista Político, Doutor em Ciências Sociais (UFRN), Professor Substituto da UFRN e diretor do Instituto Seta. Autor do livro: pesquisa de opinião e eleitoral: teoria e prática; e co-autor do Geografia do Voto em Natal.



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