17 novembro 2016

[CORRUPÇÃO] Esquema do ex-governador Sérgio Cabral, preso hoje, desviou R$ 220 MILHÕES dos cofres do Rio de Janeiro


O esquema do grupo ligado ao ex-governador Sérgio Cabral lavou dinheiro comprando bens que incluíram vestidos de festa, joias e até cachorros-quentes de uma festa de aniversário do filho do político preso na manhã desta quinta-feira (17), na Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato. Além disso, a operação também apreendeu uma lancha avaliada no valor de R$ 5 milhões e um helicóptero. O ex-governador é suspeito de desvios em obras do governo estadual feitas com recursos federais.

A informação dos bens comprados através de lavagem de dinheiro foi dada durante uma coletiva de imprensa com a presença de procuradores e policiais federais, além de agentes da Receita Federal. Segundo os procuradores, a lavagem de dinheiro fica caracterizada pelos bens apreendidos: compra de móveis de escritório, seis vestidos de festa da ex-primeira dama, Adriana Ancelmo, equipamentos e máquinas agrícolas, blindagem de carros, parcelas de compras de carros tudo pago em dinheiro vivo.

Cerca de R$ 950 mil gastos desta forma. A investigação também aponta transferências de Luiz Carlos Bezerra, um dos presos na operação, que foram feitas a família de Cabral. Elas foram usadas para pagar faturas do cartão de créditos da mãe de Cabral, Magaly Cabral, e pagar cachorro-quente na festa do filho de Cabral - uma compra no valor de R$ 1070. Outra transferência de 10 mil dólares também foi contabilizada e 10 mil euros para Susana Neves Cabral, ex-mulher de Cabral, e mais R$ 30 mil para Adriana Ancelmo.

O prejuízo do total de recursos desviados no esquema é estimado em mais de R$ 220 milhões. 

Lancha apreendida 

Segundo informações dadas pelo RJTV, a lancha Manhatan Rio, estava guardada na marina do condomínio Portobello, em Mangaratiba, no Rio, onde Cabral tem casa. A lancha está registrada no nome de MPG Participações, empresa do investigado Paulo Fernando Magalhães, mas que pertenceria, de fato, a Sérgio Cabral. Em Mangaratiba também foi apreendida uma motoaquática e obras de arte. Segundo as investigações, Paulo Fernando seria um "laranja" de Cabral.

A investigação também menciona um helicóptero, também no nome de MPG Participações, que pertenceria ao ex-governador do Rio, mas não ficou claro se ele já foi apreendido

Os procuradores também falaram que Cabral e os assessores tinham várias contas bancárias abertas com valores menor que R $ 10 mil, pra fugir da fiscalização.

O material apreendido na operação ainda estava sendo contabilizado e especificado.


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