26 novembro 2016

Executivo preso por Moro e que teve vida e carreira destruídas é inocentado por desembargadores


Na última quarta-feira (23), dois executivos da OAS condenados pelo juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato foram considerados inocentes pela 8ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Um deles é ex-diretor financeiro Mateus Coutinho de Sá, que havia sido condenado a 11 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e por pertencer a organização criminosa.

Coutinho ficou nove meses preso e foi demitido pela empreiteira após a prisão.

Seu colega, o engenheiro civil Fernando Augusto Stremel Andrade foi sentenciado a quatro anos de reclusão por lavagem de dinheiro.

Sua pena, porém, foi de prestação de serviços à comunidade e multa de 50 salários mínimos.

Ambos recorreram da condenação à segunda instância e o relator do processo, o desembargador João Pedro Gebran Neto, considerou que não havia provas de que os dois cometeram os crimes de que foram acusados.

O voto de Gebran foi acompanhado por todos outros desembargadores.

O erro de Moro, revisado pela segunda instância, tirou 9 meses de liberdade de uma pessoa e provavelmente destruiu sua vida.


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